Imagem capa - Registro fotográfico do nascimento: 7 dicas para escolher bem por Alexandra Yamakami
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Registro fotográfico do nascimento: 7 dicas para escolher bem

Poucos momentos na vida são tão transformadores quanto a chegada de um filho. 

 
Fotografar partos consiste em um trabalho bastante delicado. Envolve muita intimidade, cumplicidade, discrição, sensibilidade, empatia, respeito, discernimento de quando fotografar e quando sair.

Até o momento do nascimento, o trabalho de parto passa por diversas fases: pródomos (que pode durar dias ou nem acontecer), fase latente, fase ativa, transição / partolândia, expulsivo e o nascimento. No auge do trabalho de parto, a mulher entra na “partolândia”, estágio onde não escuta, não vê e não sente nada que não seja relacionado ao nascimento do seu bebê. Ela está conectada com seu EU mais íntimo.

Na minha avaliação, é o momento em que a mulher fica maravilhosa, envolta em suas emoções mais remotas. Ela não consegue visualizar o que de fato está acontecendo, mas quem está ao seu redor consegue! Muitas mães relatam que durante o trabalho de parto (TP) não se lembram de alguns momentos. 

Daí a importância de ter a presença de um profissional especializado em partos no momento mais sublime da vida de uma mulher! Tudo que foi sentido poderá ser visto também, através do registro feito pelas lentes da câmera. 



Para isso, não basta ter técnica apurada e bom equipamento. É fundamental ser invisível, discreta, é ter capacidade de lidar com imprevistos, responsabilidade, disponibilidade e acima de tudo, de absolutamente TUDO acreditar no nascimento. É preciso entender como o parto funciona. Acreditar no poder e garra que a mulher tem para parir. É preciso saber direcionar e concentrar as suas energias e vibrações para que aquele momento seja único, especial e sagrado, como é o nascimento. 

 
A fotografia de parto não é moda, não é a onda do momento!


E para aqueles que perguntam: qualquer um pode fotografar partos? Tirar fotos sim, qualquer um pode fazer. Agora ter a sensibilidade para capturar aquele momento sagrado de entrega e imersão...não é para qualquer um. Não basta ser fotógrafo.

Ao fotografar um parto, imagino anos depois o bebê vendo as fotografias e/ou vídeo do seu nascimento: ele verá como o nascimento dele aconteceu, se os seus pais se emocionaram, quem deu o primeiro colinho, se nasceu cabeludo ou careca, se chorava, se fazia biquinho. E isso me emociona! Essa perpetuação dos momentos me parece uma máquina do tempo e, pra mim, é a grande mágica da fotografia.

Para as mamães e papais que desejam ter o registro do nascimento, aqui vão algumas dicas:


1) Antes de fechar contrato com um profissional, procure conhecer o(a) escolhido (a) pessoalmente. É fundamental sentir segurança e confiança, olhar nos olhos, sentir a energia;
2) Pesquise ou peça para ver outros trabalhos de registro de nascimento do profissional;


3) Busque referências, converse com outras pessoas que contrataram anteriormente esse profissional;

4) Comece a planejar sobre o registro do nascimento o quanto antes, não deixe para a última hora. 

5) Escolha com tranquilidade  e confiança. Afinal é o nascimento do seu bebê, evento único.

6) Faça reuniões quantas vezes forem necessárias para esclarecer todas as dúvidas sobre o nascimento, até mesmo sobre iluminação, backup, tratamento de imagem, plano B (cesárea);

7) Procure se informar com o profissional se ele possui “backup” (outro profissional para o registro, caso ele não possa estar presente).

E para encerrar, ser escolhida por uma família para uma missão tão especial como essa me faz sentir imensamente honrada. Eu sou os olhos do restante da família que aguarda ansiosa por notícias, seja na recepção da maternidade, no telefone ou até do outro lado do mundo. É uma responsabilidade imensa, mas também o resultado é igualmente gratificante!

Muita luz a todos!

Alê